visita portas giratórias entre os encontros com a paisagem morta e oblíqua. as portas atraem os átrios, precipitam as aminas, giram e retiram a fuligem tísica dos pulmões e das quinas. portas em cromo-pintado são cárceres de mármores, em ecos de homos distantes de suas famílias, em folclore de coisas vivas, além dos muros tracionados de suas restingas. e seus ouvidos-portas são zunidos de ironia, por onde a morte em fornalha segue venosa, por entre os sepulcros onde dorme, quando porta por hora, congelada, em um canto remoto da calha, taciturna de beijos e alianças que se fez outro dia... dorme entre as costas de presenças renascidas.
mas o amor nos recria em portas e mesmo entre ruínas mostra os seus olhos verdes...
roer
a unha telúrica
do tempo
saltar
para dentro
da vulva
no movimento
da válvula tricúspide
tugúrio
o tule abafa
o trilo da úvula
no dedo o gosto da uva úmida
***
adriana zapparoli
*
tatue um verso
dinodonte diminuto
em meu dorso
etéreo
reverso
tatue beijos
cabelos extensos
seu
rosto
tatue sentidos
discretos lábios
textos explícitos
arriscado fogo
astro
sem esforço tatue
um
imortal dionisíaco
tatue meu corpo
todo
poema inteiro
***
adriana zapparoli
*
19 de abril 2013
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