Encosto-me à parede, sem veias, como o temor.
escorro-o, o deserto das pálpebras.
num tremor que não tem nome
nem denominação, nem sede,
o vapor crava a carne até que o crepúsculo se evapore
num grito pelo vácuo.
no deserto, coberto de nuvens,
a escuridão percorre o infinito
e as nuvens circulam com os seus tentáculos
os olhos humedecidos pelo lago.
na penumbra escuta-se o precipício
e o sangue liquidado anestesia-se numa transpiração
pelos alvéolos da terra.
a água alimenta a transfusão
***
carlos vinagre
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19 de abril 2013
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