visita portas giratórias entre os encontros com a paisagem morta e oblíqua. as portas atraem os átrios, precipitam as aminas, giram e retiram a fuligem tísica dos pulmões e das quinas. portas em cromo-pintado são cárceres de mármores, em ecos de homos distantes de suas famílias, em folclore de coisas vivas, além dos muros tracionados de suas restingas. e seus ouvidos-portas são zunidos de ironia, por onde a morte em fornalha segue venosa, por entre os sepulcros onde dorme, quando porta por hora, congelada, em um canto remoto da calha, taciturna de beijos e alianças que se fez outro dia... dorme entre as costas de presenças renascidas.
mas o amor nos recria em portas e mesmo entre ruínas mostra os seus olhos verdes...
19 de abril 2013
adelia prado(5)
adilia lopes(8)
al berto(6)
alba mendez(4)
anxos romeo(4)
augusto gil(4)
aurelino costa(11)
baldo ramos(6)
carlos vinagre(13)
daniel maia - pinto rodrigues(4)
fatima vale(10)
gastão cruz(5)
jaime rocha(5)
joana espain(10)
jose afonso(5)
jose regio(4)
maite dono(5)
manolo pipas(6)
maria lado(6)
mia couto(8)
miguel torga(4)
nuno judice(8)
olga novo(17)
pedro mexia(5)
pedro tamen(4)
sophia mello breyner andressen(7)
sylvia beirute(11)
tiago araujo(5)
yolanda castaño(10)
leitores amigos
leituras minhas
leituras interrompidas