executo-me
em cada frase que pronuncio
no enorme bosque de labaredas
há espelhos a partir as escamas
uma náusea a fiar os olhos
executo-me
e em cada pele que transmuta
um alerta excreta pela ponta do penhasco
uma sombra a espalhar-se pelo mundo
executo-me
e na execução da minha carne
na ascese do meu corpo
uma luz embacia o sonho
e no vidro do do rosto
cai a chuva pelos músculos
como um turismo sem forma
executo-me ininterruptamente
***
carlos vinagre
*
19 de abril 2013
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