Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
nota a pé de páxina

Báilasme dentro
tartaruga
paso a paso
e fágome devota
do suicidio dos conceptos

Reescríbome en Antía
coas trenzas de punta
para que as amarres
e non sofras en picado
a caida do equilibrista

a que doe coma o silencio
onde digo todo e nada sobra


A palabra non falada
sempre media entre as esquinas
na traxectoria que percorres
con ollos de animal para o meu goce
no impacto asasino da vergoña
que convida a tocarnos sobre o asfalto

nos quilómetros argolados da autopista


Porque te analizo
coa metodoloxía da comentarista
búscoche os significados plano a plano
en cada prego fílmico
na alta iconicidade que che esixo
cando emanas intelixencia
e sei que podes darma

Clóname en cada segundo
pero non describas o meu corpo
coa sutileza dos verbos

Escribilos é a miña única pertenza
a que gardo na despensa do ventre
para alimentarme recluida nesta torre
na necesidade de entenderme

Se non o fas otórgoche a cambio
as trenzas que me nacen como ideas
as miñas roscas de masa feitas cabelo
as poucas que manteño en pé
como espiñas e reliquias nunha bolsa

no plástico que me adelgaza ate a anorexia


Porque hoxe non sei moito de case nada
pésame a cabeza en centos de fotogramas
e a túa fragmentación contínua
presénciase nas imaxes que elexín
para montar as horas

no tempo que engrosa a silueta da cidade gorda


A nosa cidade gorda


Aquela da que gustamos
porque nos obriga a camiñar cos brazos en alto
en paralelo áereo mirando ao ceo
salvando o choque dos avións coas cumes de graxa


Pola cidade gorda deseñamos intensidades
novas formas verbais que lanzarnos coa mirada
risos acartonados como papel de envolver
cos que despistarnos
para entreter o encontro

A nosa necesidade
habita no disimulo por atopar as chamadas (*)
aquelas que agochamos nos silencios
que sementamos

(*) coma notas a pé de páxina

Antía Otero


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publicado por carlossilva às 22:41
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
dilúvio (notícia)

A minha vida tem perdido excepção, ar,
terra, fogo, brilho onde um espelho explica
os efeitos passivos do culto do corpo
e a queda a pique da corporação cultural.
Hoje, por exemplo, tive um rosto de afogado
de fazer corar um afogado convicto.
Estava ilustre, como um certo fantasma
que prezo no centro histórico da minha agonia.
As pessoas não se aperceberam da quantidade
de água que eu engolia. Passavam e sorriam.
As pessoas estavam mais interessadas na respiração
boca à boca que os olhares acelerados possibilitam
debaixo da sua imunidade anárquica e cínica
____e esqueceram-se de mim, enquanto cidadão
____às portas de um afogamento civilizado e contido
____e de todos os afogados em sentido figurado,
____literalmente anóxicos e contidos.
____E todos se esqueceram de todos
____e as baixas sucederam-se na baixa quase deserta
____excepto Noé e a sua mulher, Joana Dias,
____dois turistas que vieram de propósito de Aveiro
____(num moliceiro todo catita)
____curtir as cheias do Douro, diziam,
____e fotografar a tragédia líquida.

 

***

andré domingues

 

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publicado por carlossilva às 20:04
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009
batida

(a)

berro frenético ponho nos ouvidos
consonância visceral
bálsamo
às tantas dou conta
vai passar, repito no cérebro
a certo azar acho graça, o que me minto

obrigo-me ao som, ressonância parece suave
entretanto volto, acrescento
foi em mim comoção
vício, agora o sei

irrompia insegurança, desapaixonar-me
rejeito isolamento, sempre pude com a tristeza
trato a solidão por tu, livre, terra
também desenganar-me
mais mulher
olhei com atenção fora, intercalava
parte de mim perguntava sobre mim à outra parte
descarga, pensamentos multíplices
até cada resposta em uníssono

não me inquieta incertezas
nem arrecado nada
as respostas servem, nunca são a verdade
muitas vezes fechei a porta da rua
dobrei-me devagarinho
joelho direito e mão esquerda postos no chão
este recebia lágrimas
não me pesam na pele se eu me minto

(b)
por um momento má, irreflectida
quase romper fio por me cansar pausas
o achar tonto, a seguir detestar-me
podia outros remédios, corpos sem importância
sobrevivência, ser algo miserável
não me perder na lucidez
não é assim
não sendo o tempo que cura
somente confirma ou não

passaram dias
de manhã um acordar voltou
ainda eu não abrirá os olhos, escorriam lágrimas
pesaram-me sobre a pele
não caíram dentro de mim, lembraram-me dessas
infeliz equívoco, somente eu queria
todos os cigarros que fumei depois
não passei a fumo, nem mais alguém passou
só se toca o que existe, gostei de achar
ficou alguém antes, onde estava

 

***
anabela brasinha

 

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publicado por carlossilva às 13:47
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
antigos e soltos


lá onde o silêncio é relva
de lá corrói-se hoje o texto
corrói-se porque hoje o agarra
o pré-texto que nunca se alheia
e o antecede em silêncio
lá onde os signos me esquecem
separados pré-texto e soneto
esqueço que os tenho alheios
à pressa de separá-los
esqueço que lábios e signos
sem pressa se fazem relva
e inscrevo desconhecido
o último verso desgarrado:

 

***

ana cristina césar

 

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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
eco

 

Remo em viés
um salto no céu líquido
de estrelas apeadas
caminho caminho
trás dos cáusticos sabores
um sonhar ténue
uma sibilina esperança

as rotas divisam-se
entontecem as travessias áridas
ardido o mapa tutelar
bússolas traídas em vão
ecos
e um sulco
uma fímbria de luz
a rastrear uma estrela
esquecida no firmamento

finjo
que nada encoste em meu ombro
nem tornados a ser vento
assim vagueia
mais nu que o sal em seco
ainda doce canoa

águas.

 

***

Almerinda Alves

 

**************************

 


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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
invernadoiro

 

1
A lúa está case ausente.
Reflíctome en rectángulos,
xa pensas no meu marrón.
É o momento
das froitas exóticas e a choiva
de invernadoiro.
Estes pés violando o chan.

2
Desaparécelle o algodón,
as curvas móllanme o sono
e o convexo da transparencia
cégame no tempo vertical.

Numeriños de mandarina
nesa cor metalizada.
(Eles non entenden invencións).

As primeiras rodas.
“Agárrense”.
Comezo da viaxe.

3
Ábreme a porta dos freos de man,
os futbolistas de mentira,
as saias con vocais pintadas...
Cheira o cemento a escuridade;
os meus beizos no cristal non estoupan,
as mans de papel derraman o cabelo.

Fanme rir as cartas do almorzo.

Verdes imaxinados, na rúa.
Créote perdido e só.

4
Agachada,
(coma min no futuro próximo)
e co neno nos xeonllos, pídeme o tempo;
mastigo a néboa
troco os minutos exactos pola
chegada do branco horizontal.

Dóbrome no granito.
Beizos apagados.

5
Primeira humidade-mínima.
Ás veces esperto así de rápido.

Orientación nula.

-Podemos desorientarnos máis...

Íspese a rúa para nós,
imos na procura de verdes non imaxinados.
O peso invéntase,
as mans son disléxicas.

6
Case todo é estreito.
Non teñen interese agora as letras.

Penéirame así.
Só o cemento espiándonos,
(e algún que outro conductor).
Papilas gustativas mesturándose;
as túas, as miñas...

Ruído de cremalleira.

7
Subida infinita.
Podo tropezar, e mancarme,
e logo tes que levarme ao médico,
e ti vas a estar alí, mirando,
e el vaime poñer un líquido escuro
pero non verde. E non quero.
Eu quero o teu verde ou o da subida.

Cólleme no colo.

 

***
alicia fernandez rodriguez

 

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
a ira

 

eu digo: abre as pernas.
mas os meus lábios não se movem.
eu posso dizer: cospe um filho.
com a minha língua dentro da boca.
eu posso morrer num funeral, que é
uma morte natural, ou nem morrer.
eu posso escrever a ira a três mãos:
a mão do homem, a mão de deus, a
minha mão. posso escrever a paixão
a três mãos. fazer amor a três mãos.
eu volto a dizer: abre as pernas. e a
minha voz é só o movimento oblíquo
das palavras. mas se eu disser com a
mão do homem, com a mão de deus,
e com a minha mão, abres as pernas?

 

***

alice macedo campos

 

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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
fado da pouca sorte

 

De manhã a vender na avenida

ou à tarde nas ruas da baixa - está o cauteleiro

a gritar que há horas na vida

à carteira de quem não tem pão porque não tem dinheiro.

 

Tantos contos que são a taluda

tantas notas sonhadas só ele as atira pró ar

já que a sorte da gente não muda

que tristeza termos de pensar que isto vai a jogar!

 

Quinze mil quatrocentos e três

nove mil trezentos e dez

mas o mal que o dinheiro nos fez durante a vida toda

amanhã não anda à roda!

 

Um bilhete que sabe a desgraça

uma vida passada à espera da terminação

mas o cauteleiro é que passa

a má sorte jogadano duro da aproximação.

 

A voz lenta apregoa a cautela

esperança louca de quem nunca teve uma nota na mão

mas a sorte também tem com ela

a miséria de quem faz do jogo seu ganha-pão.

 

Quinze mil quatrocentos e três

nove mil trezentos e dez

mas o mal que o dinheiro nos fez durante a vida toda

amanhã não anda à roda!

 

***

José Carlos Ary dos Santos

(1937 - 1984)

 

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publicado por carlossilva às 02:19
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009
poema

 

Aquí agochéite contra o corazón
E batín auga por riba do teu lombo
Mentras toda mollada rías e voabas
Nesta paz atopéime agochado nas cóbregas
Indicáchesme con detalles e xestos
Das luces estampadas no teu vestido de cores
Inundáchesme cun sorriso inmenso, inabarcable
Que me fixo mergullar miles de veces
Sen complexos nin enfermidades
Para mergullar (de novo)
Aquí pensamos, amamos, estudamos,
Non rezamos, cantamos e maldecímonos
Durante gatas e gatas
Subimos e baixamos no ascensor
Alcanzando a paz por veces
E por veces quixemos plantexar guerras
Pero decidimos que non valía a pena.
Comimos mandarinas, pasteliños, amoras,
Chocolate, carne e peixe
E todas esas cousas para ter enerxía
Esa que ás veces nos falta
E ás veces nos sobra.
Acarretamos provisións e compartimos
Doamos, danzamos, suamos,
Morrimos tantas veces, tantas
Como resucitamos e ata dimos mourada.
Tivemos frío nos dentes pechamos a boca
Tivemos esguinces de pés á cabeza
Solucionados e asolucionados
Tivemos calor e rabia a raudais
E raudais de soños, desexo e amor
Que conseguiremos seguir tendo
Se nos ollamos como sabemos
Poñemos un pé diante doutro eŠ
Voilá! Camiñamos a onde sexa
Acompañados coas nosas distancias
Que tenden atoparse aquí ou alí.

 

***
alfonso rodriguez

 

******************************

 


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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
cuarto de mala música


Este cuarto está lleno de ruidos
indeseables y perfectos.
Todo el silencio en sus paredes,
toda la indiferencia.
Está lleno de pasos y silbidos,
de pedazos de aire que desplaza un adiós,
sacudidas de un polvo al que ya pertenezco.
Más allá de su espacio está su música,
gris y mojada como pan de nadie.
Medusa acústica,
sus voces trepan las paredes,
se cuelgan de las lámparas,
me acorralan, me invaden:
goznes, mamparas, grifos,
escalones, muebles, piedras,
raíces del cuarto mandándome callar,
engordando de mí,
volviéndome otra voz de su memoria.
Lo siento girar, lo oigo sangrar a gritos.
La madera enfermiza suelta todo su odio,
fotos anónimas, telarañas crujientes,
largo escándalo más allá de sí misma.
Cómo escapar a esta música atroz,
este cáñamo apretando mis palabras,
a quién rogar un toque de nudillos,
un módico saludo.
Por sus hendijas no entra luz, sino tiempo,
no entra aire, sino gorjeos cíclicos,
imitaciones de las voces del cuarto.
Y caen sobre mi cáscara,
sobre mis vidrios interiores,
contra mi voz residual, única y débil.
Sálvense ustedes, no crucen el umbral.
Hay todo un laberinto y más allá mi voz
y más allá la puerta, siempre la puerta
con forma de palabra feliz,
de gesto amable.
Aquí duermen los ruidos
de todos los tiempos:
yelmos y palomas, escafandras y lotos,
cemíes y poetas.
Sálvense del Rumor Universal.
Las paredes son todo el silencio,
la maldición perfecta, conjuro irreversible.
Sálvense ustedes y déjenme así,
momia envuelta en sonidos,
celador de un relicario acústico.
Somos el cuarto y Yo.
Nos amamos incestuosamente.
Nos odiamos incestuosamente.

Somos el cuarto y yo. Los únicos.

 

***

Alexis Diaz Pimienta

 

************************************

 


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publicado por carlossilva às 03:25
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