com um cão em cada dedo
as minhas mãos continuam à espera
de um poema que me leve daqui
era bom caminhar dentro do fumo
acender um cigarro e ser o próprio sopro
erguer-me do outro lado do meu corpo
gostava de me transformar numa palavra
não importa a ferida que possa causar
quando acontece um rosto por acaso
***
alice macedo campos
(penafiel, 1978)
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19 de abril 2013
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