Ainda existem as ruas onde por acaso
nos encontrávamos? Tantos dias correram
num ano, viam-me em dias de mais
desejo apressar os passos, olhar para
o relógio, pôr falhando os discos
nas capas. Parecia ter sido só uma
despedida de um dia para o outro, agora
se escrevo é porque és apenas uma imagem
da memória, pouco faltará para que
guarde de ti um risco, um embaraço.
E sempre chegarei a tactear o rosto,
fingir que me lembro de alguns sinais,
das poucas palavras necessárias para que
eu aceitasse, duas vezes o meu corpo
esteve como teu, outras mais do que
podes pensar. Na volta de uma esquina
não reparo, tropeço, encontro, o último
sorriso começa a nascer.
***
Helder Moura Pereira
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19 de abril 2013
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