Olho este vento frio, debaixo do sol,
que não concede sentir-se, deste regresso
ao areal
do sul.
Nem uma palavra, sinal de resposta,
ficou escrita no caminho.
Nem a voz, o espanto,
algum segredo de temor
azul.
Dessa imensidão escrita e guardada,
que é ainda o amor.
Nada.
Apenas e ainda, este cantar arrojado de sal
e de dor.
Alguém me bate à porta do corpo e eu amedronto-
me.
Não por ser alguém, que não há alguém.
Nem música, nem vento,
nem aves
até.
Eu respondo como sempre,
não com a garganta, os lábios,
as palavras inúteis.
Entre quem é!
***
Rogério Carrola
Tortosendo - 1947
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19 de abril 2013
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