Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
orillas del sar

 

A través del follaje perenne
Que oír deja rumores extraños,
Y entre un mar de ondulante verdura,
Amorosa mansión de los pájaros,
Desde mis ventanas veo
El templo que quise tanto.

El templo que tanto quise...
Pues no sé decir ya si le quiero,
Que en el rudo vaivén que sin tregua
Se agitan mis pensamientos,
Dudo si el rencor adusto
Vive unido al amor en mi pecho.

 

***

 

rosalía de castro

 

*


lido em: http://www.poemas-del-alma.com/rosalia-de-castro-orillas-del

publicado por carlossilva às 11:19
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 8 de Março de 2011
o teu amor

O teu amor

ole á roseira

nas rúas primavera,

cos meus pensamentos en ti.

Agora,

non hai grises na miña paleta,

nin medo, nin rumor, nin queixa, nin choros.

Xa podo pintar

a escala cromática

do arco da vella.

Abrázome á túa luz

co teu alento

malia que chova

 

o fado

buscoume o amor

e atopeino

escintilan os nosos corazóns namorados

perante a barbarie deste mundo

 

***

 

rosalía de castro

(1837 - 1885)


lido em: De Castro

publicado por carlossilva às 11:15
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
negra sombra

 

Cando penso que te fuches,
negra sombra que me asombras,
ó pé dos meus cabezales
tornas facéndome mofa.

 

Cando maxino que es ida,
no mesmo sol te me amostras,
i eres a estrela que brila,
i eres o vento que zoa.

 

Si cantan, es ti que cantas,
si choran, es ti que choras,
i es o marmurio do río
i es a noite i es a aurora.

 

En todo estás e ti es todo,
pra min i en min mesma moras,
nin me abandonarás nunca,
sombra que sempre me asombras.

 

***

 

rosalia de castro

 

(santiago de Compostela, 21/2/1837 — padrón, 15/7/1885)

 

************************************************



publicado por carlossilva às 09:01
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
nasín cando as prantas nasen

 

Nasín cando as prantas nasen,

no mes das froles nasín,

nunha alborada mainiña,

nunha alborada de abril.

Por eso me chaman Rosa,

máis a do triste sorrir,

con espiñas para todos,

sin ningunha para ti.

Desque te quixen, ingrato,

 

todo acabóu para min,

que eras ti para min todo,

miña groria e meu vivir.

   De qué, pois, te queixas Mauro?

De qué, pois, te queixas, di,

cando sabes que morrera

para te contemplar felís?

   Duro cravo me encravaches

con ese teu maldesir,

con ese teu pedir tolo

que non sei qué quer de min.

Pois diche canto dar puden,

avariciosa de ti.

   O meu corasón che mando

cunha chave para o abrir.

Nin eu teño máis que darche,

nin tí máis que me pedir.

 

***

Rosalía de Castro

Santiago de Compostela  (1837 - 1885)

 

*********************************************

 


lido em: antologia de poesia galega

publicado por carlossilva às 00:36
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 1 de Março de 2009
vaguedás


 

II

Bem sei que non hai nada

Novo en baixo do ceo,

Que antes outros pensaron

As cousas que ora eu penso.

 

E bem, ¿para que escribo?

E bem, porque así semos,

Relox que repetimos

Eternamente o mesmo.

 

III

 

Tal como as nubes

Que impele o vento,

I agora asombran, i agora alegran

Os espazos inmensos do ceo,

Así as ideas

Loucas que eu teño,

As imaxes de múltiples formas,

De estranas feituras, de cores incertos,

Agora asombran,

Agora acraran

O  fondo sin fondo do meu pensamento.


 

 

 

***

Rosalía de Castro (1837-1885)

Santiago - Galiza

 

****************************************

 


 

 

II

Bem sei que não há nada

Novo debaixo do céu,

Que antes outros pensaram

As coisas que agora penso.

 

Então, para que escrevo?

Bem, porque somos assim:

Relógios que repetem

Eternamente o mesmo.

 

III

 

Tal como as nuvens

Que impelem o vento,

E ora assombram, e ora alegram

Os espaços imensos do céu,

Assim as idéias

Loucas que eu tenho,

As imagens de múltiplas formas,

De estranhos feitios, de cores incertas,

Ora assombram,

Ora aclaram

O fundo sem fundo do meu pensamento.

 

[trad: cas]




publicado por carlossilva às 11:39
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
poema a luis de camões

Desde as fartas ribeiras do Mondego,
desde a Fonte das Lágrimas,

que na bela Coimbra,

as rosas de cem folhas embalsamam,
do Minho atravessando as águas mansas

em misteriosas asas,

de Inês de Castro, a dona mais garrida,

e a mais doce e mais triste enamorada,

do grão Camões que imortal a fez

cantando as suas desgraças,

de quando em quando a acarinhar-nos vêm

eu não sei que saudades e lembranças.

Lá deu seu fruto a planta abençoada
com sem igual pujança.

Daqui o germen saiu, sabe-o Lantanho

e a sua torre dos tempos afrontada.
Talvez por isso - ó desditosos - sempre

convosco foi o germen da desgraça:

Tu, pobre dona Inês, mártir do amor
e tu Camões da inveja empeçonhada.

Pesam dos génios na existência dura

Tanto a fama e as glórias quanto as lágrimas.


A que cantaste em peregrinos versos,
morreu baixo o poder de mãos tiranas.

Tu acabaste olvidado e na miséria
e hoje es glória da altiva Lusitânia,

ó poeta imortal, em cujas veias

nobre sangue galego fermentava!


Esta lembrança doce,

envolta numa lágrima,

manda-te desde a terra

onde os teus foram nados
uma alma dos teus versos namorada


Antologia Poética.

Colecção Poesia e Verdade,

1885, Guimarães Editores, pág 11-12

 

Rosalía de Castro (1837 - 1885)

Santiago de Compostela

Espanha

 



publicado por carlossilva às 00:01
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
agenda
18 de abril 2013 19 de abril 2013
Junho 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
14
15

18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


posts recentes

orillas del sar

o teu amor

negra sombra

nasín cando as prantas na...

vaguedás

poema a luis de camões

arquivos

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

a m pires cabral(4)

adelia prado(5)

adilia lopes(8)

al berto(6)

alba mendez(4)

albano martins(4)

alberte moman(8)

alberto augusto miranda(9)

alexandre teixeira mendes(11)

alfonso lauzara martinez(8)

alice macedo campos(13)

alicia fernandez rodriguez(5)

almada negreiros(4)

amadeu ferreira(8)

ana luísa amaral(6)

ana marques gastao(4)

andre domingues(5)

andreia carvalho(4)

antonio barahona(5)

antonio cabral(5)

antonio gedeao(5)

antonio ramos rosa(7)

anxos romeo(4)

ary dos santos(5)

augusto gil(4)

augusto massi(4)

aurelino costa(11)

baldo ramos(6)

bruno resende(5)

camila vardarac(9)

carlos drummond de andrade(5)

carlos vinagre(13)

cesario verde(4)

concha rousia(4)

cristina nery(5)

cruz martinez(9)

daniel filipe(5)

daniel maia - pinto rodrigues(4)

david mourão-ferreira(6)

elvira riveiro(8)

emma couceiro(4)

estibaliz espinosa(7)

eugenio de andrade(8)

eva mendez doroxo(8)

fatima vale(10)

fernando assis pacheco(4)

fernando pessoa(5)

fiamma hasse pais brandão(5)

florbela espanca(7)

gastão cruz(5)

helder moura pereira(4)

ines lourenço(6)

iolanda aldrei(4)

jaime rocha(5)

joana espain(10)

joaquim pessoa(4)

jorge sousa braga(6)

jose afonso(5)

jose carlos soares(4)

jose gomes ferreira(4)

jose luis peixoto(4)

jose regio(4)

jose tolentino mendonça(4)

jussara salazar(6)

luis de camoes(5)

luisa villalta(4)

luiza neto jorge(4)

maite dono(5)

manolo pipas(6)

manuel alegre(6)

manuel antonio pina(8)

maria alberta meneres(5)

maria do rosario pedreira(5)

maria estela guedes(7)

maria lado(6)

maria teresa horta(5)

marilia miranda lopes(4)

mario cesariny(5)

mia couto(8)

miguel torga(4)

nuno judice(8)

olga novo(17)

pedro ludgero(7)

pedro mexia(5)

pedro tamen(4)

raquel lanseros(9)

roberta tostes daniel(4)

rosa enriquez(6)

rosa martinez vilas(8)

rosalia de castro(6)

rui pires cabral(5)

sophia mello breyner andressen(7)

suzana guimaraens(5)

sylvia beirute(11)

tiago araujo(5)

valter hugo mae(5)

vasco graça moura(6)

virgilio liquito(5)

x. m. vila ribadomar(6)

yolanda castaño(10)

todas as tags

links
leitores
pesquisar
 
visitas
Free counter and web stats
blogs SAPO
subscrever feeds