Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
tritanopía


Vuestro odio a los colores ha acabado con ella: vuestro odio a lo pagano y las cuchillas. Flamsteed alejándola de su dolor de estómago: es mi estructura, junto a ella moriré.
Tenéis cuanto queríais. Era Alicia: no el diamante. Ningún destrozo: sí dabais la espalda, mordíais muy profundo. Un mecanismo fácil. Una labor sencilla. Tragad. Despidiéndoos como si fuera la última cerveza junto a vuestros chicos preferidos. Las bombillas son frágiles: igual que sus hilos, terminó rota.
ojos de sapo, mi noche esférica, caries en el saludo, inevitable vomitar: cuanto queríais, en vuestras manos. Sois felices, lo conseguisteis.
Reencarnados en mujeres y en hombres, bailáis con vosotros mismos mientras se oxida vuestra lengua de oro falso:
por error, pisasteis charquitos de saliva venenosa, manchasteis la entrada al dormitorio.
Os empeñáis en un nombre del que ella carece, llamándola te quise siempre, estrecho tu mano, no conozco otro dolor que no haya sido nuestro.
Lo habéis conseguido. Acabasteis con ella. En vuestra mesilla de noche respira minúscula por no despertaros: menos aire, menos aire, pequeña, tonta.

¿Besaréis su cadáver?

 

***

 

elena medel

 

*

 

Tritanopia

Vosso ódio às cores acabou com ela: vosso ódio ao pagão e aos cutelos. Flamsteed afastando-a de sua dor de estômago: é a minha estrutura, junto a ela morrerei.
Tendes quanto queríeis. Era Alicia: não o diamante. Nenhum destroço: sim dáveis as costas, mordíeis muito fundo. Um mecanismo fácil. Um trabalho simples. Tragai. Despedindo-os como se fosse a última cerveja junto de vossos amigos preferidos. As lâmpadas são frágeis: tal como seus filamentos, acabou partida.
olhos de sapo, minha noite esférica, cáries na saudação, inevitável vomitar: quanto queríeis, em vossas mãos. Sois felizes, conseguistes.
Reencarnados em mulheres e homens, bailais convosco mesmos enquanto se oxida vossa língua de ouro falso:
por engano, pisastes pocinhas de saliva venenosa, manchastes a entrada do dormitório.
Empenhais-vos num nome de que ela carece, chamando-a te quis sempre, aperto tua mão, não conheço outra dor que não tenha sido nossa.
Conseguistes. Acabastes com ela. Na vossa mesinha de cabeceira respira minúscula para não vos despertar: menos ar, menos ar, pequena, tonta.

Beijareis seu cadáver?


[trad: cas]


lido em: http://lasafinidadeselectivas.blogspot.pt

publicado por carlossilva às 11:46
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