Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
poemas

 

todos los años del mundo se empujan dentro de mi locura
de mi caída a lo inevitable roto y a lo perdido
pero qué sino perderme
qué sino ahogarme en esta tormenta que trueno
mujer de lluvia como tal ad aeternum
ex profeso de volverme sombra y luz e indivisible uno

 

***

 


vivo en un cuerpo que llora de forma extraña
que desjironado se desnutre y atenta contra este universo que es mi medida del mundo
tan pequeña
(así)
que en sí no cabe
y me amanece hache bajo el brazo de nuestras erres

 

 

***

 


aun así intento descifrar la espera pero en el camino abro nichos con las manos
y en el ocaso enveneno el aire buscando momentos que no sean blancos
adivino otro juego y los brazos se lanzan a través de la ventana porque la caída no es tan grave
huesos rotos y sangre bajo las marcas que no escondo las señales de otro intento
hoy tampoco supe volar
y la tierra se cubrió de pétalos abriendo llaga en equilibrio
desorientando
dirigiendo rastro sobre rastro
que otra vez desfilan luces sobre caras sin boca en este amanecer de ojos extraños y a vuelta abiertos a escándalo
y yo asesiné el fin del día pasado y los retazos de noche aún me manchan las mejillas teñidas de polen

 

***

 

izasqun gracia quintana

 

bilbao, 1977

 

*

 

Poemas

 

 

 


todos os anos do mundo se empurram dentro da minha loucura
de minha queda ao inevitável perdido e ao perdido
mas quê se não perder-me
quê se não afogar-me nesta tormenta que trovejo
mulher de chuva como tal ad aeternum
ex-professo de tornar-me sombra e luz e indivisível uno

 

***

 


vivo num corpo que chora de forma estranha
que esfarrapado se desnutre e atenta contra este universo que é minha medida do mundo
tão pequena
(assim)
que em si não cabe
e me amanhece agá debaixo do braço dos nossos erres

 

 

***

 


ainda assim tento decifrar a espera mas no caminho abro nichos com as mãos
e no ocaso enveneno o ar buscando momentos que não sejam brancos
adivinho outro jogo e os braços se lançam através da janela porque a queda não é tão grave
ossos partidos e sangue sob as marcas que não escondo os sinais de outra tentativa
hoje também não soube voar
e a terra se cobriu de pétalas abrindo chaga em equilíbrio
desorientando
dirigindo rasto sobre rasto
que outra vez desfilam luzes sobre rostos sem boca neste amanhecer de olhos estranhos e na volta abertos a escândalo
e eu assassinei o fim do dia passado e os fragmentos de noite ainda me mancham as bochechas tingidas de pólen


***


[trad: cas]


lido em: http://lasafinidadeselectivas.blogspot.pt/2007/06/izaskun-gr

publicado por carlossilva às 08:30
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