Quinta-feira, 31 de Março de 2011
la medida de mi madre

 

No sé si te lo he dicho: mi madre es pequeña
y tiene que ponerse de puntillas
para besarme.
Hace años yo me empinaba,
supongo, para robarle un beso.
Nos hemos pasado la vida
estirándonos y agachándonos
para buscar la medida exacta
donde poder querernos.

 

***

 

begoña abad


villanasur del rio oca (burgos), 1952

 

*

 

 

A medida de minha mãe

 

Não sei se te disse: minha mãe é

pequena

e tem de pôr-se em bicos de pés

para me beijar.

Há anos eu empinava-me.

suponho, para lhe roubar um beijo.

Passámos a vida

esticando-nos e baixando-nos

para encontrar a exacta medida

onde nos podermos amar.

 

*

[trad: cas]


lido em: http://www.entretodas.net/2008/10/23/begona-abad-la-medida-d

publicado por carlossilva às 12:36
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011
he coleccionado siempre amores

 

Colecciono experiencias
como relojes, sellos o postales del extranjero,
como discos que usas
y no vuelves a escuchar.
He coleccionado siempre amores,
pasatiempo infame de mi generación,
amores desechables, para colgarlos
en cualquier estante como recuerdo,
hasta ayer mismo que encontré
tus ojos verdes en el rellano de la escalera.

 

***

balbina prior


villaviciosa de cordoba, 1964

 

*

 

Sempre colecionei amores

 

Coleciono experiências

Como relógios, selos ou postais do estrangeiro,

Como discos que usas

E não voltas a escutar.

Sempre colecionei amores,

Passatempo infame da minha geração,

Amores descartáveis, para pendurar

Em qualquer estante como recordação,

Até ao dia em que encontrei

Teus olhos verdes no patamar da escada.

 

*

[trad: cas]

 


lido em: http://lasafinidadeselectivas.blogspot.com/2007/03/balbina-p

publicado por carlossilva às 12:38
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Terça-feira, 29 de Março de 2011
tresdenrique


 
Una: “En un diario de provincias, pero mucho trabajo”, me dijo, con voz grave. Ni a cuatro frases llegamos, ni a una cerveza después de la clausura de aquel congreso, nada. Entró tarde a la rueda de prensa, con su cara de pan de pueblo y sus manos de saco, y fue mi héroe. Porque protestó, y a mí me gustan los que protestan, es que los confundo con los valientes. Se sentó a mi lado para hablar con Julia, de Europa Press, y fue mi desasosiego. Porque me ignoró, y a mí me gustan los que me ignoran, es que los confundo con los interesantes. Dos: “Si vas para la calle Orense te llevo”, me dijo, sin afecto. Y fue mi delirio desde Ciudad Universitaria a Nuevos Ministerios. Porque todo en él era Enrique, y a mí me gustan los que nunca se mesan el cabello, es que los confundo con los que miran hondo. Tres: “No te voy a pedir permiso, luego me partes la cara si quieres”, me dijo, antes de besarme como nadie. Le di la hostia, obviamente, para no desmerecer. Ya dije que a las cuatro frases no llegamos. Ahora sólo leo el Andújar Información.

 

***

 

carmen camacho

 

alcaudete - jaén, 1976

 

*

 

 



trêsdehenrique

Primeira: “Num jornal regional, mas com muito trabalho”, disse-me, com voz grave. Nem a quatro frases chegámos, nem a uma cerveja depois do encerramento daquele congresso, nada. Entrou atrasado na conferência de imprensa, com a sua cara de pão de lenha e as suas mãos de saco, e foi o meu herói. Porque protestou e eu gosto dos que protestam, é que confundo-os com os valentes. Sentou-se ao meu lado para falar com a Júlia, da Europa Press e foi o meu desassossego. Porque me ignorou e eu gosto dos que me ignoram, é que confundo-os com os interessantes. Segunda: “Se vais para a rua Orense, levo-te”, disse-me sem afecto. E foi o meu delírio desde a Ciudad Universitária até aos Nuevos Ministérios. Porque tudo nele era Henrique e eu gosto dos que nunca arrancam cabelos, é que confundo-os com os que olham com profundidade. Terceira: “Não vou pedir-te licença, depois partes-me a cara se quiseres”, disse-me antes de me beijar como ninguém. Dei-lhe uma chapada, obviamente, para não desmerecer. Já disse que não chegámos às quatro frases. Agora só leio o Andújar Información.

 

*

 

[trad: aam]


lido em: http://meninasvamosaovira.blogspot.com/

publicado por carlossilva às 15:06
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011
queria-te como aos frutos

 

queria-te como aos frutos

dando cor à casa

 

e comer-te no momento da fome

 

queria-te lobo

e eu loba no cimo do monte

livres como a lua

 

o uivo ejacularia estrelas

 

queria-te agora

montanha de desejo

raposa poema

 

um animal nunca está só

 

***

 

fátima vale

oshakati (namíbia), 1975

 

*


lido em: azimute

publicado por carlossilva às 16:36
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Domingo, 27 de Março de 2011
lavara as mãos em sangue antes de jantar tremoços

 

Lavara as mãos em sangue antes de jantar tremoços.
Era a educação dos limpos.
Dos Judas de espelho em casa e palito na boca.
Dos sem culpa numa vida de lavatório com germes.
Era fácil não querer saber dos outros.
Do gato, da mãe acamada, do filho sem papa e sem dentes ainda.
Do filho que dizia não ser seu enquanto se coçava e via o futebol.
- És uma puta! E tenho mais em que gastar o meu dinheiro.
E estava feita a oração antes da ceia.
E da varanda que é também sala de estar, subia o fumo da mulher do batom vermelho que aquecia a rua.
- Mas que caralho pensas que é isto?
E havia menos um prato inteiro que lavar.
Se a conta da água estivesse paga.
Se houvesse água em casa.
Choro, vidro, golo, menos outro prato, ralho, estalo, grito, copo voador, berro, copo partido no chão, tremoço, vizinho apaga a luz, falta, casca de tremoço, murro, intervalo de jogo, outro vizinho finge que não está a ver nada, resultado 2-1, pum, silêncio.
Sirene do INEM.
Quando alguém leva um tiro no meu bairro, aparece sempre a sirene do INEM apegada a uma ambulância amarela.
Depois volta a haver silêncio, fecha-se tudo em casa, os gatos esgueiram-se por entre os caixotes do lixo podre que ninguém recolhe e a mulher do batom vermelho desaparece nuns mínimos que fogem de carro.
Eu vou lavar os dentes e tentar dormir.
Mas nem sempre consigo...

 

***

 

bruna pereira

 

ponte de lima, 1983

 

*


lido em: http://poetasportuguesesdoseculo21.blogspot.com/search/label

publicado por carlossilva às 15:17
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
41 ramos na vidraça

 

1
Está uma pessoa feminina deitada na cama. Só é possível ver o lado dela da cama. Não sabemos se há outro lado. Não sabemos se ela ocupa sozinha a cama. A luz varia entre o azul e a prata. A cabeça sangra uma hemorragia de cabelo. O rosto é bonito. A luz é lateral. São três horas da manhã.

2
Não sabemos se há outras pessoas em casa. Sabemos que ela dorme. Não sabemos se dorme só. Sabemos, só, que dorme. Agora, ela acorda de repente por causa dos ramos na vidraça.

3
Há uma árvore do exacto tamanho da casa junto à casa. A casa é grande. A árvore também é grande. Foram semeadas no mesmo dia – a árvore e a casa.

4
Às vezes, o depois vem primeiro do que o antes. Por isso vai e volta o Tempo. Por isso ficam árvores e casas. A diferença é o nascimento mortal. A rapariga nasceu naquela casa. E naquela casa dorme. Dorme – até que acorda com o raspar dos ramos na vidraça.

5
“Há quanto tempo nasceste?” – ouvimos nós uma voz dizendo. E outra voz – “E há quanto tempo morreste?” A rapariga acorda – abre os olhos no azul, abre os olhos na prata.

6
Devem ter soltado o cão, alguém deve ter soltado o cão. A voz dele picota a madrugada de roucas reticências. O vento faz “vim, vão, vêm…” Ela não vai. A rapariga acorda e fica.

7
São os ramos na vidraça. A casa é enorme. O vento é enorme também. Também a casa. A rapariga dormia. Agora, já não. Os ramos raspam. O cão existe. Os olhos do cão fosforescem como os olhos da rapariga. Os mundos cruzam-se como se o cio fosse a única razão.

8
Uma árvore é sempre solteira. Os arbustos são promíscuos, sim, mas as árvores não. Que diferença faria, ao mundo, se uma árvore recusasse a ordem natural do mundo?

9
A casa é grande, a vida não é grande. Há maneiras de falar. Nós sabemos que estar acordado é outra coisa. A rapariga acordou por causa dos ramos na vidraça. É outra coisa.

10
Lá fora, a manhã nasce como se fosse a primeira vez. Um calhau rola nos espaços. A rapariga aproveita para se levantar. Abre a janela. Não há nada a recear. Está ali a árvore, está ali o dia, está ali o cão. Olha, diz adeus ao cão.

 

***

 

daniel abrunheiro


coimbra, 1964

 

*

 


lido em: http://poetasportuguesesdoseculo21.blogspot.com/search/label

publicado por carlossilva às 15:16
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
língua do sol

 

o simbiótico lume de solidão é um lapso humano
nas regiões distantes do transe
como efeito do lusco-fusco
opera uma nítida inibição da alegria
como um magma que cobre a terra junto ao casco do húmus

o parto da vida é não haver parto nenhum
só uma recombinação de forças numa tarde de vénus na espuma
do tempo

as tristezas talvez existam...
as dores do corpo...
e tudo o mais...

prefiro esta terra de sonho e aguardar por uma princesa que é um peixe
de sal sobre a lua

a minha cara espreita na língua do sol

 

***

 

carlos vinagre

 

*

 

 


lido em: http://carlosvinagre.blogspot.com/2011/03/lingua-do-sol.html

publicado por carlossilva às 12:03
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
para que não me restem dúvidas sobre o poema

 

poderia

pensar na sua estirpe

procurar a linhagem das palavras

arrancando-as pela raíz

e resgatando-as do limbo

de serem palavras sem tema

 

poderia

senti-las crescer

nos seus braços incontidos

através do corpo de qualquer folha

ou ramo da imaginação

 

poderia

escrever o poema com sangue

no desejo voraz de obstar

os pudores poéticos que calcinam o verbo

observando-o vogar

sem letras castradas

nem métricas induzidas

 

 poderia

dizer que o poema

movimenta palavras como manchas vivas

não se embarga em metáforas

nem se rende aos vocábulos remidos

a ferro e fogo

da qualquer íntima consciência

 

( livre, habitável, transitável

e aberto ao sexo das palavras opostas )

 

 

 poderia

ressalvar que o poema

 não se escraviza na génese da reflexão

nem no arquétipo obsoleto do tempo

que tictateia nos relógios da humanidade

 

ou…salientar que o poema

pedra verbal que desconstroi o altar do próprio verbo

não nos escolhe ao dizer-se

ao escrever-se ao ouvir-se

nós, servis ao poema

é que nos moldamos ao seu corpo

 

 

poderia

deixar de pensar

para que não me restassem dúvidas sobre o poema

 

***

 

ana almeida santos

porto, 1968

 

*

 


lido em: http://www.facebook.com/home.php#!/notes/ana-almeida-santos/

publicado por carlossilva às 15:13
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
poema do amor

 

Este é o poema do amor.

 

Do amor tal qual se fala, do amor sem mestre.

Do amor.

Do amor.

Do amor.

 

Este é o poema do amor.

 

Do amor das fachadas dos prédios e dos recipientes do lixo.

 

Do amor das galinhas, dos gatos e dos cães, e de toda a espécie de bicho.

Do amor.

Do amor.

Do amor.

 

Este é o poema do amor.

 

Do amor das soleiras das portas

e das varandas que estão por cima dos números das portas

com begónias e avencas plantadas em tachos e terrinas.

Do amor das janelas sem cortinas

ou de cortinas sujas e tortas.

 

Este é o poema do amor.

 

Do amor das pedras brancas do passeio

com pedrinhas pretas a enfeitá-lo para os olhos se entreterem,

e as ervas teimosas a nascerem de permeio

e os homens de cócoras a raparem-nas e elas por outro lado a crescerem.

Do amor das cadeiras cá fora em redor das mesas

com chávenas de café em cima e o toldo de riscas encarnadas.

Do amor das lojas abertas, com muitos fregueses e freguesas

a entrarem e a saírem, e as pessoas todas muito malcriadas.

 

Este é o poema do amor.

 

Do amor do sol e do luar,

do frio e do calor,

das árvores e do mar,

da brisa e da tormenta,

da chuva violenta,

da luz e da cor.

Do amor do ar que circula

e varre os caminhos

e faz remoinhos

e bate no rosto e fere e estimula.

Do amor de ser distraído e pisar as pessoas graves,

do amor de amar sem lei nem compromisso,

do amor de olhar de lado como fazem as aves,

do amor de ir, e voltar, e tornar a ir, e ninguém ter nada com isso.

Do amor de tudo quanto é livre, de tudo quanto mexe e esbraceja,

que salta, que voa, que vibra e lateja.

Das fitas ao vento,

dos barcos pintados,

das frutas, dos cromos, das caixas de tintas, dos supermercados.

 

Este é o poema do amor.

 

O poema que o poeta propositadamente escreveu

só para falar de amor,

de amor,

de amor,

de amor,

para repetir muitas vezes amor,

amor,

amor,

amor.

Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico

contar as palavras que o poeta escreveu,

tantos que,

tantos se,

tantos lhe,

tantos tu,

tantos ela,

tantos eu,

conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu

foi amor,

amor,

amor.

 

Este é o poema do amor.

 

***

antónio gedeão

 

*


lido em: Poesias Completas (1956 - 1967)

publicado por carlossilva às 17:51
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011
da poesia

a m pires cabral abade de jazente abilio rodriguez abilio terra junior ada menendez ada salas adelia prado ademar santos adilia lopes adolfo casais monteiro adolfo luxuria canibal adriana versiani agostinho neto aguinaldo fonseca agustina roca ahmet hasim al berto alba mendez albano martins alberte moman alberto augusto miranda alberto caeiro alberto de lacerda alberto estima de oliveira alberto pimenta alda do espirito santo alda lara aldina duarte aldo z sanz alejandra pizarnik alejandra xastro alexandre o' neill alexandre teixeira mendes alexis diaz pimienta alfonso daniel rodriguez castelao alfonso lauzara martinez alfonso rodriguez alice macedo campos alice valente alves alice vieira alicia fernandez rodriguez almada negreiros almeida garrett almerinda alves almudena vidorreta alphonsus de guimaraens alvaro cunqueiro alvaro de campos alvaro feijo amadeu baptista amadeu ferreira amelia biagioni ana brasinha ana c ana cibeira ana cristina cesar ana deus ana hatherly ana luísa amaral ana mafalda leite ana marques gastao ana paula inacio ana paula tavares ana perez cañamares ana romani ana salome ana silva anastacio da cunha andre domingues andrej morsztyn angelica freitas anibal cristobo anna akhmatova antero de quental antia otero anton aviles de taramancos antonio aleixo antonio aragao antonio barahona antonio barbosa bacelar antonio botto antonio cabral antonio cardoso antonio correia de oliveira antonio feijo antonio feliciano de castilho antonio franco alexandre antonio gamoneda antonio gedeao antonio luis moita antonio manuel couto viana antonio mega ferreira antonio mota antonio nobre antonio osorio antonio ramos rosa antonio rebordao navarro antonio torrado anxos romeo aquilino iglesia alvariño armindo rodrigues arnaldo antunes artur lundkvist ary dos santos augusto gil augusto massi aurelino costa aurora luque avraham schlonski baldo ramos bernardo pinto de almeida bertolt brecht blaje koneski blog em férias boas vindas bocage bruno resende camila vardarac camilo pessanha carlito azevedo carlos de oliveira carlos drummond de andrade carlos grade carlos lopes pires carlos poças falcao carlos queiroz carlos saraiva pinto carlos vinagre carmen ruiz fleta carolina patiño casimiro de brito castro alves catarina nunes almeida cecilia meireles cecilia quilez celso emilio ferreiro cesario verde chus pato clarice lispector claudio rodriguez fer conceiçao lima concha roussia cristal mendez cristina benedita cristina nery cruz martinez cyro de mattos d. dinis d. h. lawrence damsi figueiroa daniel faria daniel filipe daniel jonas daniel maia - 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