Segunda-feira, 26 de Julho de 2010
muitilingue

op vakansie       me pushime      im Urlaub            في اجازة               Արձակուրդ     vacation haqqında          oporrak                               у адпачынку     на почивка        de vacances       na dovolené      休假  휴가   sou vakans     na godišnji odmor på ferie                   na dovolenke  na počitnicah   de vacaciones  puhkusel        bakasyon                en vacances        en vacacións   ar wyliau        შვებულებაში          σε διακοπές    בחופשה         छुट्टी पर op vakantie         a nyaralás       אויף וואַקאַציע   berlibur         on vacation     laethanta saoire         frí       in vacanza      休暇中に   atvaļinājumā   dėl         atostogų        на одмор           fuq vaganza       på ferie                               na wakacje         em férias    în vacanţă           в отпуске           на одмору         likizo                    på semester      ในวันหยุด   tatilde   у відпустці         đi nghỉ



publicado por carlossilva às 18:41
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Domingo, 25 de Julho de 2010
letanía de galicia

GALICIA digo eu ún di GALICIA
GALICIA decimos todos GALICIA
hastr’os que calan din  GALICIA
e saben      sabemos

GALICIA da door   chora á forza
GALICIA da tristura    triste á forza
GALICIA do silencio  calada á forza
GALICIA da fame       emigrante á forza
GALICIA vendada     cega á forza
GALICIA tapeada   xorda á forza
GALICIA atrelada   queda á forza

libre pra servir   libre pra servir
libre pra non ser  libre pra non ser
libre pra morrer  libre pra morrer
libre pra fuxir   libre pra fuxir

GALICIA labrega  GALICIA nosa
GALICIA mariñeira  GALICIA nosa
GALICIA obreira  GALICIA nosa
GALICIA irmandiña
GALICIA viva inda

 

recóllote da TERRA  estás mui fonda
recóllote do PUEBLO estás n’il toda
recóllote da HISTORIA estás borrosa

 

recóllote i érgote no verbo enteiro
no verbo verdadeiro que fala o pueblo
recóllote pros novos que vein con forza
pros que inda non marcou a malla d’argola
pros que saben que ti podes ser outra cousa
pros que saben que o home pode ser outra cousa

sabemos que ti podes ser outra cousa
sabemos que o home pode ser outra cousa

 

***

 

uxío novoneyra

 

(seoane do courel - folgoso do courel, 1930 - 1999)


lido em: http://www.uxionovoneyra.com/poemas.html

publicado por carlossilva às 12:00
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Sábado, 24 de Julho de 2010
depois do trânsito e o medo

Despois do tránsito e o medo
derribar os dedos
que teñen ventos e plumas de conxuro
e furtar golpeados voos
pra que non nos fagan nenos
de lenzo fuxitivo
a vida agora enxordece
e algún día ollarei en ti dende o musgo
que fermosas dentadas fará
no leito do corpo meu

 

***

 

Después del tránsito y el miedo
derribar los dedos
que tienen vientos y plumas de conjuro
y hurtar golpeados vuelos
para que no nos conviertan en niños
del lienzo fugitivo
la vida ahora ensordece

 

y algún día miraré en ti desde el musgo
que hermosas dentelladas dará
en el lecho de mi cuerpo

 

***

 

anxos romeo

 

(a estrada - pontevedra , 1965)

 

****************************


lido em: http://www.enfocarte.com/PoesiaGallega/romeo.html

publicado por carlossilva às 19:46
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
tira versos do poema

 

Tira versos do poema.

Tira palabras do verso.

Que a palabra signifique
polo que é,
non polo que significa.

E que ser
non sexa
un simple xogo de palabras.

***

Quita versos al poema.

Quita palabras al verso.

Que la palabra signifique
por lo que es,
no por lo que significa.

Y que ser
no sea
un simple juego de palabras.

 

***

 

baldo ramos

 

(celanova, 1971)

 

****************************


lido em: http://www.enfocarte.com/PoesiaGallega/ramos.html

publicado por carlossilva às 22:49
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
que tarde tanto


Deixa que se alongue esta inquedanza de agora.
Que tarde, que tarde tanto
a patria deste
movimento da sevidume do pan.

Eu acaramelaba fechada nunha urna
pero non lazaba nunca a miseria dunha carencia.

Deixa que deite
unha présa lentísima

e que o desexo sexa
inmobilización da urxencia.


***

Deja que se alargue esta inquietud del ahora.
Que tarde, que tarde tanto
la patria de este
movimiento de la servidumbre del pan.

Yo me acaramelaba encerrada en una urna
pero no enlazaba nunca la miseria de una carencia.

Deja que mane
una prisa lentísima

y que el deseo sea
inmovilización de la urgencia.

***

 

yolanda castaño

 

(santiago de compostela, 1977)

 

***************************

 


lido em: http://www.enfocarte.com/PoesiaGallega/castano.html

publicado por carlossilva às 22:27
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
desilencios

a cidade núa doime doime forte na boca contra a palabra

brotan os verbos sangrando de querer dicer o que de querer

dicer

permanezo núa na cidade ao pé do amarelo da tormenta en punta

chovo unha tromba de agua de sal de lágrimas e boto raíces

brazos

e pernas terra adentro

tamén teño un corazón de terra e latexo ao tempo que latexan

arboredas enteiras en páxaros

en luz

 

a cidade núa doime corro a cortarme un pouco a vomitar as vísceras

das palabras ao tempo que sangran as liñas trazadas pola coitela

no meu corpo son libré nesa dor estática que só olla    nesa dor

 

 

***

 

maite dono

 

(vitoria, 1969)

 

**********************



publicado por carlossilva às 23:04
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010
opera


o ter vivido queda da explosión como un aroma.
Salta a risa e multiplícase por todo o corpo
cubríndonos de estrelas espantadas polo touro
minguante que se achega co segredo da morte.
Desunimos as mans ocupadas en perdernos.
Xa somos a distancia que non nos necesita
porque sabemos a flor que nos mira desde o olvido

 

 

***

 

luisa villalta

 

(coruña, 1957 - 2004)

 

**************************



publicado por carlossilva às 23:28
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
tempo

 



Não sei da infância
mais do que um medo luminoso
e uma mão que me arrasta
ao meu outro lado.

 

 

 

 

***

 

Alejandra Pizarnik

 

(Buenos Aires, 1936 - 1972)

 

*********************************



publicado por carlossilva às 22:31
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Domingo, 18 de Julho de 2010
a matéria das palavras

 

Estamos aqui. Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.

O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.

Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.

Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.

Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.

Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.

Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.

 

***
ana hatherly

(porto, 1929)

*******************

lido em: http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/ana_hatherly/poetas_anahath

publicado por carlossilva às 21:46
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Sábado, 17 de Julho de 2010
há palavras que nos beijam

 

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

 

***

 

alexandre o'neill

 

(lisboa, 1924 - 1986)

 

******************


lido em: http://www.astormentas.com/biografia.aspx?t=autor&id=Alexand

publicado por carlossilva às 21:55
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